Carta de um adicto em recuperação

Bom Dia, meus Amores.

Tudo bem com vocês?

Recentemente compartilhei uma carta que o meu esposo escreveu, (Se você não leu, clique aqui) ao analisar os acessos do blog pude notar que foi um dos textos mais lidos… Recebi também bastante e-mail sobre isto! 😀

Sei lá, imagino que está dentro de nós essa curiosidade de saber como um adicto em recuperação pensa, quais são os olhares deles em relação a droga, a vida, as pessoas que ao seu lado estão e etc. Sendoooo assim, meu esposo tem escrito bastante, acho que ele pegou gosto pela “coisa” (risos), sempre que possível, vou compartilhar com vocês.

**Lembrando que este é um ponto de vista dele, de acordo com as experiências dele, nada aqui deve ser levado como absoluta verdade. É um relato, um desabafo pessoal!


AMOR

Nos últimos dois anos da minha vida passei a duvidar do amor, no campo familiar, social e até econômico, uma vez que este ultimo afeta minha vida profissional diretamente. Assim as coisas se agravaram cada vez mais para o conflito do meu EU, tendo que inventar desculpas para não lutar mais pela única coisa que faz sentido e que vale a pena: O amor!

Há momentos em que me deparei em extrema solidão, sem perceber que o causador disso tudo foi eu mesmo. Cair nesta realidade leva-se tempo, coragem e muita vontade de amadurecer.

Deus, causa primária de todas as coisas, entende tudo aquilo que você precisa passar assim como você sabe o que fazer com o seu filho, é um ciclo e geralmente as escolhas quase todas elas são passíveis de entendimento,  se não for, olhe para dentro e pense bem fundo, tudo tem uma solução, há inúmeros exemplos ao nosso redor para que possamos compreender melhor tal agonia.

Infelizmente, amorteci por um bom período estes sentimentos no uso dessas substancias licitas e ilícitas, disfarçando o meu eu e nele encarando de frente o que eu pedi ou que Deus planejou pra mim. Faltou-me fé e quando falta fé, falta tudo dai vem o sofrimento devido o não entendimento.

Que Deus continue abençoando todos que cruzarem meu caminho e clareando minha mente para a evolução sem que nada afete o meu equilíbrio.


Só por hoje: Eu reconheço minha adicção, mas não vou usar nenhuma substância que tire minha sobriedade.

Só por hoje: Terei o mesmo afeto e carinho para com o meu próximo, sempre me colocando no lugar dele e sabendo que poderia ser eu a adicta.

Só por hoje: Eu reconheço a adicção como uma doença, mas sei a diferença entre compaixão e culpa. Eu não sou culpada pela doença do meu próximo.

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